O poder da trilha sonora

Um tempo atrás (mais precisamente em janeiro do ano passado) eu fiz um post falando da sensação que algumas músicas nos proporcionam, e isso me deu uma ideia de outro post meio relacionado com o anteriormente citado. Neste post, que há muito tempo eu estava planejando fazer, mas procrastinei por meses, eu quero falar de como uma simples música de um trilha sonora de um filme/jogo/seriado (e afins) pode influenciar na maneira de como você compreenderá (não sei se essa é exatamente a palavra certa) tal momento do filme/jogo/seriado (e afins).

Para explicar melhor o que eu quis dizer no parágrafo acima, irei utilizar como exemplo uma cena do filme Akira (1988), de Katsuhiro Otomo, (que eu assisti mais uma vez nessa tarde e me impulsionou a escrever esse texto). Só pra deixar avisado, eu acho a cena a seguir meio perturbadora, então assista por sua conta e risco.

Acho que depois de assistir a cena, talvez você concorde comigo que ela é bem perturbadora, certo? Até porque a intenção dela é ser desse jeito, já representa uma “alucinação” do personagem. Porém, se você assistir a essa mesma sem o áudio, ela fica 50 por cento (talvez até mais) menos perturbadora. O que podemos concluir é que a trilha sonora dessa cena (a música se chama Dolls Polyphony, caso alguém tenha se interessado) consegue nos transmitir a sensação que o personagem está sentindo, como se nos colocasse no lugar dele. E eu devo confessar que ela faz isso muito bem, porque essa cena, na minha opinião, é a mais perturbante de todos os filme que eu me lembro já ter visto (mas ainda assim eu gosto dela).

Além desse exemplo, eu também posso citar vários outros, como os filmes de animação da Disney, dentre eles O Rei Leão, que tem uma das melhores trilhas sonoras desses filmes da Disney, tanto que eu até tenho os CDs.

42

Trilha do Tarzan (que também é muito boa) de intrusa

Voltando para o exemplo, uma das cenas em que, na minha opinião, a trilha sonora se encaixa mais perfeitamente no filme é a que o Simba conversa com o espírito (?) do Mufasa no céu (tentei achar em português, mas não consegui).

A música dessa cena, Lea Halalela (Holy Land), é incrivelmente linda, e dá um peso dramático a cena, um peso necessário, porque nesse momento o Mufasa fala para o Simba que não é certo simplesmente abandonar o passado, e que ele deve se lembrar de quem ele é, praticamente a moral (se eu posso falar assim) do filme. Além disso, nesse mesmo filme ainda tem vários outros exemplos que se encaixariam, mas não quero estender o post.

Espero que com esses dois exemplos (que por coincidência são animações) eu tenha conseguido expor minha opinião de como uma trilha sonora bem colocada melhora, e muito, a experiência de se assistir ou jogar (mesmo eu não tendo colocado exemplo de jogos, muitos tem ótimas trilhas sonoras, sim estou falando de Chrono Trigger).

E é isso aí, até a próxima vez em que eu não fique com preguiça ou procrastinando para fazer um post, o que eu espero ser logo.

Anúncios

2 respostas em “O poder da trilha sonora

  1. Pingback: O conto dos dois filhos | Inutilidades da Elisa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s