A procrastinação gerada pelo ócio

Caramba, eu sou muito preguiçosa mesmo. Não to fazendo nada nesses dias (tudo bem que agora é Carnaval, e ninguém faz nada mesmo no Carnaval. Na verdade me refiro a qualquer dia depois do meu último post) e mesmo assim não atualizo esse blog. E eu tenho que confessar que eu até enrolaria mais uns dias, mas o tédio (meu velho amigo que eu não encontrava a um certo tempo) resolveu me fazer uma visitinha, só que eu não quero que ele fique muito tempo.

Bem, uma das novidades (na verdade a única) aqui no blog é que agora eu mudei do Blogspot para o WordPress, e eu ainda to apanhado muito pra conseguir deixar tudo certinho, torçam pra que eu não acabe sendo nocauteada. E só pra constar, sou meio fresca com a estética do texto, por culpa dos trabalhos de escola eu gosto dos textos justificados, porém não achei essa opção aqui no WordPress, então eles terão que ser alinhados à esquerda mesmo. Além disso, eu finalmente consegui o meu ¡TRE!, ou seja, poderei fazer (finalmente) a última “análise” dos novos CDs do Green Day. Não prometerei nada do tipo “ele será o próximo post” porque nunca se sabe, né? Do modo como eu tenho andado preguiçosa não posso prometer mais nada.

Falando nisso, como eu posso estar com tanto tempo livre e mesmo assim não estar fazendo nada de produtivo? Não, eu não estou completamente atoa, to até melhorando meus desenhos (bem pouquinho), mas além disso não faço mais nada de relevante. Como é possível ter tanto tempo para fazer várias coisas e simplesmente não fazer nada?

É aquilo que se diz muito, principalmente depois do advento da internet, quando se tem muita opção você acaba escolhendo nada. Não tenho certeza, mas o motivo disso deve ser que, quando você tem que seguir uma rotina do tipo ir para a escola/trabalho/tudo menos ficar à toa em casa qualquer coisa que te faça fugir da mesmice tem que ser feito logo, porém, se você você não segue esse tipo de rotina, e sim uma cheia de tempo vago, eu não sei se com vocês funciona assim como comigo, mas você acaba adiando, porque você sabe que vai ter mais tempo depois, só que o depois nunca chega. O resultado é passar o dia inteiro adiando fazer coisas e procurando novas coisas para adiar, criando assim um ciclo procrastinatório (se por acaso essa expressão existir) eterno.

Não sei não, estou começando a achar que ter uma rotina cheia de ocupações é melhor do que viver de férias para sempre, pelo menos quando você já foi condicionado a isso. Sério, parece que março, que é quando sai o resultado da universidade que eu prestei vestibular, nunca vai chegar, e o pior é que nem a certeza de que eu já estou dentro eu tenho, ou seja, procurando coisas para ocupar minha cabeça até março e talvez até o resto do ano.

Concluindo o meu pensamento, o ócio faz com que nada pareça produtivo, e muitas vezes até te faz adiar coisas que provavelmente seriam produtivas, resultando em tédio, e se tem algo que eu não quero sentir nesse tempo é tédio.

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5 respostas em “A procrastinação gerada pelo ócio

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