Provas para começar bem o ano

Finalmente acabaram as provas para o vestibular da UFES, e eu nem acredito que passou. Sim, é por isso que não tinha nenhum post novo aqui. Não que eu tenha passado a semana estudando para a prova, mas uma prova desse porte (três dias) requer um pouco de descanso e preparação, e eu mas rápidas checadinhas as anotações feitas durante as aulas discursivas. Então, como acabou nessa terça-feira (dia 22), cá estou eu de volta.
Primeiramente, a prova da UFES, mesmo durando um dia a menos, é menos cansativa que o ENEM. Isso não quer dizer que não cansa, mas é bem menos coisa para ler do que no ENEM, logo as vistas não se cansam tanto e não dá pra ficar com sono. O que fica cansado mesmo é a cabeça, ter que pensar no que responder (ou enrolar), ou como resolver certa questão, isso sim cansa, mas não tanto quando ler, praticamente, 180 texto diferentes.
No primeiro dia (domingo, dia 20) a prova foi de redação, eu estava um pouco nervosa, não por ser prova de redação, na qual temos que escrever três redações com variados temas, mas por nunca ter feito uma prova desse porte, ainda por cima discursiva, então devo admitir que fiquei com um pouco de medo. Porém foi realmente tranquilo, as propostas de textos eram bem simples e claras, e eu consegui faze-las razoavelmente rápido, o problema é ter que passar tudo a limpo depois, mas nem deu pra fazer calo no dedo e eu ainda estava acompanhada das deliciosas balinhas Butter Toffes de chocolate.
Essa bala tem um sabor simplesmente MARAVILHOSO
No segundo dia (21) eu estava bem mais calma por causa do dia anterior, que tinha sido até fácil, mas ao mesmo tempo nervosa porque a prova do dia era História (só pra constar, eu estou prestando vestibular para Desenho Industrial e as discursivas desse curso são Matemática e História). E você me pergunta “mas Elisa, por que você estava nervosa para a prova de História? Por acaso você não é muito boa nessa matéria?”, bem, eu devo admitir que não sou A especialista em História, mas eu realmente gosto dessa matéria e prestava atenção em todas as aulas, porque essa é uma muito interessante. Só que, a banca de correção de História da UFES é muito conhecida por ser a mais rigorosa. Você não pode escrever muito (eu definitivamente não consigo escrever muito) porque sua resposta fica longa e chata, você não pode escrever pouco para que sua resposta não fique rasa. Além do que tem aquele negócio de responder corretamente o que cada verbo (ex.: explique, analise, comente, cite) pede e vivo confundindo tudo. Então, nada de uma boa prova no segundo dia, apenas um calo no dedo mindinho.
Eu até consegui responder algumas coisas certas, acabei tendo que enrolar em outras (até mesmo mais do que eu enrolava nas provas de Geografia do Ensino Médio), no fim acho que com ajuda da prova do primeiro dia eu não estava tão mal, mesmo assim, é de dar um pouco de desânimo não fazer uma prova tão bem, mas eu já esperava. O negócio era comer mais balinhas deliciosas (citadas acima) e tentar recuperar na prova do terceiro dia, Matemática.
No terceiro dia (22) eu fui pensando em várias coisas que tinha visto na noite anterior (PA, PG, trigonometria, logaritmo  matrizes) na esperança de que se caísse isso eu estaria preparada. Não caiu exatamente nada do que eu vi na noite anterior, apenas trigonometria, que sempre cai. Sofri um pouco pra resolver algumas, outras (uma só, na verdade) eu desisti sem nem ler, como a 5ª questão. Resumindo, não fui tão bem quanto esperava, mas não fui tão mal quanto temia, fiquei até uns quinze minutos antes de terminar a prova, escrevendo cálculo correndo, espero que o corretor consiga entender. E foi assim, acompanhada de mais um pouco das balas deliciosas, que eu fechei esse ciclo de três dias de prova para tentar ingressar na Universidade Federal do Espírito Santo.
Agora é só esperar até março, quando sai o resultado. Até lá não sei o que ficarei fazendo, a faculdade particular que me inscrevi não fechou turma, não consegui passar na primeira chamada do Sisu, acho que tenho que procurar algo para ocupar minha cabeça e também para ser um plano B caso não passe na UFES, mas nada de cursinhos (nada exatamente contra, acho que isso pode ser assunto para um outro post, e olha que já estou devendo dois).
E é isso aí, finalmente estou de férias, sem nenhum peso nas costas (apenas com dor nelas mesmo rs), e até o próximo post, que pretendo não demorar muito para fazer.
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8 respostas em “Provas para começar bem o ano

  1. Uma coisa que eu costumo fazer em provas assim (escritas e de testes) é “dar uma fugidinha”. Faço a prova, ai peço para ir ao banheiro. Lá dou uma enrolada de uns 4, 5 minutos para aliviar a tensão. Jogo uma água no rosto, nos punhos, na nuca (tomo banho, êêê, hehe). E quando volto tô com a cabeça mais fresca para dar uma lida na prova novamente, ver se eu não fiz alguma bobagem no rascunho, etc.

    Quanto a cursinho, fui “obrigado” a fazer já que estava fazendo colégio técnico que não tinha nenhuma matéria além de português e matemática. Então, estudava a noite no colégio e de manhã no cursinho. Não sei o que você tem contra, mas vou te dizer que foi uma das experiências mais interessantes que tive na vida.

    Ter aulas com ótimos professores que não tem responsabilidade com provas, notas, apenas dar aula foi muito bom. Considere, se for o caso. ;)

  2. O pior é que não consigo sair enquanto to fazendo uma prova. Eu já tentei, mas eu sinto que to perdendo tempo :S

    E quanto a cursinho, bem, a minha opinião (que não está completamente formada) é de uma pessoa de fora, já que nunca fiz cursinho. Não tenho nada contra cursinhos ou as pessoas que fazem, mas não consigo me ver fazendo. É bem complicado de explicar, por isso pensei em fazer isso em um post

  3. Faça o post… :)

    Tem uma fábula que diz sobre um concurso para lenhadores. O que cortasse mais árvores num dia iria ser contratado. Chegaram as pessoas mais fortes da região e entre eles um velho. Todos riram do velho, pois como ele poderia competir com eles, que eram tão mais novos e fortes.

    O dono da madereira levou-os até a floresta e falou que no final do dia iria contar quantas árvores cada um tinha cortado.

    Começaram o trabalho. Passado duas horas o velho foi embora e os outros começaram a rir. Passou meia hora ele estava de volta. E assim repetiu durante todo o dia. Trabalhava duas horas e depois saia durante 30 minutos.

    Quando o dono chegou para contar o velho tinha cortado 4x mais árvores que o segundo colocado. Ninguém entendia, afinal de contas, como ele poderia ter cortado tantas árvores se parava toda hora.

    Ai perguntaram para o velho e ele respondeu que quando o machado perdia o fio, ele ia até o rio, amolava o machado e voltava para trabalhar, nesse tempo ele aproveitava e descansava os braços.

    É uma fábula bobinha, mas me veio a mente quando você falou em “perder tempo”. ;)

  4. Pingback: Passei | Inutilidades da Elisa

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